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domingo, 22 de julho de 2012

Passeando no primeiro dia

Na sexta-feira, acordamos às 4 da manhã para pegar o voo das 6h. A Lara acordou, até que de bom humor em vista da situação de ser acordada no frio, trocou de roupa e tomou a mamadeira.
Chegando no aeroporto, assim, faltando 3 minutos para pararmos o carro, ela vomitou. Vomitou muito! Deve ter enjoado já que ligamos o aquecedor e o carro ficou um pouco abafado. Paramos o carro e lá vou eu trocar sua roupa no banheiro, em cima da hora do check-in, e ela, coitada, morrendo de frio (tremendo e falando 'fíííu' - imaginem meu desespero, né!). 
Tirando essa parte super desagradável em que a blusa mais quentinha, mais a sua coberta preferida (na verdade, uma das únicas que ela aceita) foram para o saco (literalmente. E o saco foi dentro da mala para lavar assim que chegássemos no hotel). o voo foi tranquilo. Conseguimos um lugar na primeira fila sem ninguém do lado (u-hul!) e lá fomos nós. Ela passou praticamente todo o caminho colocando e tirando o cinto, e se deliciando com a torrada e o requeijão. Ela comeu o meu lanche, mas tudo bem, chegando no hotel eu poderia tomar o café mesmo!
Faltando 10 minutos para aterrissarmos, ela apagou no meu colo.

Essa foi a segunda viagem em que a Lara andou de avião. Dessa vez ela estava bem mais consciente do que estava acontecendo do que na primeira vez. Queria olhar pela janela à todo momento, mas parecia que ela não entendia que já estávamos dentro do avião. Ela gostou mesmo foi de olhar outros aviões pela janela enquanto ainda estávamos na pista. De qualquer forma, ela entendeu que a terra firme ia ficando cada vez mais distante e adorou ficar com o nariz amassado no vidro, assistindo as ruas, as casas, os lotes, as lagoas, as nuvens e o sol nascendo.

Estava bem frio quando chegamos, mas nada inesperado. Ambas estávamos bem agasalhadas. 
Tomamos café, e fomos dar uma passeada pelas ruas perto do hotel. Fica bem pertinho da 25 de Março, mas só demos uma passada mesmo, ainda não paramos para entrar de fato em nenhuma loja, até porque no meio do caminho, a Lara dormiu aonde? No colinho, claro! Talvez eu volte lá ainda, veremos. 

Almoçamos e voltamos para o hotel. Nem preciso dizer que eu estava pregada, e ela também, mas dormir fora do horário de costume é difícil, né?
Ainda bem que eu trouxe o Bolt, pelo menos eu dei umas cochiladas enquanto ela tinha overdose do supercão.

Dormi super cedo, e ela também, mas no sábado o meu reloginho não deu trégua: 6h da manhã ela já estava de pé, mamãe falando que estava de noite ou não. 
(Isso porque ela acordou um pouco antes, ainda de madrugada, deitou na minha cama, mas eu mostrei pela janela que estava de noite e ela voltou a dormir; mais ou menos né. Ficou rolando na cama, mas pelo menos me deixou dormir um pouco mais).

sábado, 28 de janeiro de 2012

O avião e o aeroporto - A volta

Dia de voltar. Outra maratona me espera!
Dessa vez a conexão é no Rio de Janeiro (é a hora em que todos lamentam a falta da câmera) – que continua lindo!!! Lindo, lindo!
No aeroporto de Ilhéus mesmo eu remarquei minhas poltronas para a primeira fileira (no primeiro, e segundo vôo).

Rodamos uns minutinhos no aeroporto, comprei uma camisa de recordação para ela, e outra igualzinha para o papai, e lá fomos nós para a sala de embarque.

Imagem daqui
Nem preciso dizer que ela estava super agitada, mas o bom é que de início a sala estava vazia. Deixei ela lá, jogando a bonequinha de um lado para o outro, e indo buscar. Contando que não jogasse em alguém, estava tudo bem.
O avião atrasou um pouquinho (o que, na verdade, não faria muita diferença para nós, porque esperaríamos as mesmas 2:43 – teoricamente - no aeroporto do Rio mesmo), mas pouco mais de meio dia, embarcávamos.
Já tinha trocado a fralda (problemas a vista: diarréia), corrido da mamãe, tomado mamadeira, e fez uma pequena birra porque eu guardei a bonequinha. Vi que era o sono chegando. Oba!
Dentro do avião folheamos revistas, mas ela ficou super inquieta, já que queria, porque queria, uma boneca que estava dentro de uma sacola na poltrona ao lado. Mas, assim que o avião decolou, adivinhem só: dormiu! Isso, isso, isso! Dormiu toda a viagem, e, com isso, consegui ler mais umas 40 ou 50 páginas do primeiro livro do pai da Lucia. Sabem quem é né? Ele mesmo o Renato! “Diário de um grávido”: Muito bom, recomendo! Ta, toda não, porque no finalzinho ela acordou. Quis a boneca novamente, mas então, de novo, e mais uma vez, folheamos a revista da TAM para crianças.

No aeroporto, gigante, diga-se de passagem, eu imaginei o que me esperaria, afinal, como o soninho de quase duas horas, ela estava renovada. Fui andando BEEEEM devagar, e como andamos! Chegando lá em cima, nas salas de embarque, dei a mamadeira, que ela preferiu ir tomando às bicadas (eram muitos estímulos, pessoas, lojas, e coisas para ela explorar e descobrir).
Fui para o portão onde embarcaríamos, e, com 4 ou 5 pessoas, lá ficamos. Entreguei seus potinhos e ela ficou jogando-os de um lado para o outro (a Lara tem que parar com essa mania de jogar as coisas! É chato, e incomoda. Dicas??)
Andamos de um lado para o outro, encontramos alguns bebês de sua idade, trocou a fralda umas 4 vezes (sendo que a última foi no banco do portão da sala de embarque mesmo, porque os passageiros do nosso vôo já estavam entrando), fomos de uma ponta a outra do embarque incontáveis vezes. O bom é que ela se cansou de novo, mas não tanto quanto eu.
Ah, eu cansei... e como cansei!
E só de pensar que ainda teria oooooutro vôo!
Mas, dessa vez, deixei para entrarmos por último. Quanto menos tempo no avião, melhor! Seria um vôo mais curto, mas ele se atrasou pouco mais de meia hora (o que é, praticamente o tempo de vôo), e eu já não acreditava que era pra eu estar em casa em poucos minutos, e ainda estava decolando do Rio. Pelo menos a Lara ficou tranqüila. É, porque quietinha não é a palavra. Ao nosso lado tinha um senhor, e a Lara cismou de que era ele quem tinha que (sim, mais uma vez) folhear a revista para ela. E entregava o Dumbo para ele de 5 em 5 minutos. Fiquei super sem graça, afinal, ele não tinha muito jeito de quem estava adorando (mas também não tinha jeito de que estava detestando). Chamei sua atenção para outras coisas. Brincou com a revista, com o Dumbo, com minha aliança (que quase sumiu), com as balas... e devido à turbulência o nosso lanche foi cancelado (o que seria outra distração). Mas foi rápido, bem rápido! Às 18:05, pousávamos em casa!

Que sensação deliciosa!

Próxima viagem de avião, sem conexões de 3 horas de intervalo entre os vôos, por favor. Meia (ou talvez uma) hora é o meu limite!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O avião e o aeroporto - A ida

No plural.

Sim, porque nessa primeira viagem à praia, foi também a primera, segunda, terceira e quarta viagem de avião da Lara.
Dois pra ir, dois pra voltar.

O primeiro vôo saiu de BH às 06h da manhã do dia 03 de janeiro, logo, tivemos que madrugar para chegar no aeroporto uma hora antes. Chegando lá, fizemos o check-in, e fomos bem devagar, nos encaminhando para o embarque. 
Ela adorou aquele aeroporto gigante "só pra ela". Corria de um lado pro outro, e nada de querer colo!
Não demorou muito (porque, na verdade, não chegamos com uma hora de antecedência) e entramos no avião. 
Mostrando a chuva
Prioridade (crianças no colo), entramos primeiro. Fui para o assento 9A, e depois descobri que estava era no 1F (Melhor troca, impossível). 9A era o do vôo seguinte.
E ai vai uma dica: Crianças no avião?? Faça o possível para ficar na primeira fileira. É mais espaçoso e dá pra criança até dar "uns rolé" na frente das poltronas. Sem falar na hora de descer!

Dentro do avião, foi até tranquilo (perto do que me esperava dentro de menos de uma hora). Folheamos aquelas revistas de vôo incontáveis vezes; Ela ficou olhando pela janela, mas com um ar de quem não tava entendendo, mas estava gostando. Ficou no colo sem reclamar, para o meu bem (e de todo o avião). No final, dormiu antes mesmo de pousarmos.
Comendo wafer de morango pela primeira vez. Adorou.
Desculpem a cara de poucos amigos (não tinha dormido essa noite)
Ela também adorou Polenghi 
Só curtindo a paisagem
Chegamos em São Paulo por volta de 07:30, como previsto. Nada de pressa, afinal, seriam 2h43min de intervalo entre os vôos. Chegamos na sala de embarque... e ai sim, começou tudo:
Corre pra lá, cai pra cá, "ei", "oi", beijinho e "tchau" para todos os lados, e todas as pessoas.
Achamos uma coleguinha que ficou LOUCA com a Lara, e queria ficar atrás dela o tempo inteiro. Essa andança sem rumo esquina com lugar nenhum deve ter levado metade do tempo de espera. Cansada, a mãe levou a filha para algum canto.. mas minha aventura ainda tinha muito pela frente.
Nessa altura do campeonato, já tinha trocado fralda e feito uma mamadeira (devorada em poucos minutos).
O próximo passo foi dar uma voltinha na livraria. Ela tirou todos os exemplares de um livro com cachorro na capa, além de folhear vários daqueles infantis. Cansou rápido, e eu não sabia se era melhor ficar com ela lá, ou correndo. Decidi pela segunda opção, afinal, a sala já estava mais vazia (ou menos cheia), e a área reservada para as prioridades, praticamente livre. Sem falar que um outro vôo nos esperava, e era melhor ela cansar bastante para ficar quietinha no avião. (outra dica, eu acho)
Oi? Cadê a mãe dessa criança?


Finalmente me sentei... UFA! Ela continuava correndo, folheando revistas, dando "ei' para as pessoas, e aquele nuance de menina levada estampada na cara. Com certeza ela estava se divertindo!
Então que mudaram o nosso portão de embarque. Chegando lá, estava realmente vazio, e foi mais correria e bagunça. Mais fralda trocada e outra mamadeira.
O sono se aproximava. O dela, porque o meu, quase se apoderou de mim, não fosse esse furacão tuquinho.


Não demorou muito, estávamos no segundo vôo. Dessa vez, 9A!
Torci muito pra primeira fileira estar livre, mas não foi dessa vez. Vôo praticamente lotado. 1h50min apertadinha.
PAUSA e com uma senhora com cara de poucos ou nenhum amigos e que pouco se importava que eu estava com uma bebê incontrolavelmente sonolenta. Uma verdadeira dondoca, diga-se de passagem. Olhava por cima, sobrancelha levantada, e não soltou um mísero sorriso para minha pequena. O que, perceptivelmente, a frustrou. Chamava "EEEEI", "OOOI", ameaçava cutucar a senhora (que olhava de lado). Deitava a cabeça no meu peito, com carinha do Gato de Botas, esperando alguma reação da senhora. Nada. Pelo menos no final, quando já tinha pousado, ela olhou e fez um esboço de sorriso. Era melhor ter continuado ignorando. Talvez foi esse o pesadelo que ela teve à noite.DESPAUSA
Ela dormiu metade da viagem, virando de um lado para o outro, até que na hora do lanche, aquele barulho infernal de plástico (péssima ideia da TAM, fikadika) acordou, primeiro a mim, e depois a Lara. Ela, claramente, ainda estava com sono, mas acostumada a dormir deitada em cama, sofás e afins, deitar no colo, apertadinha e cansada, ela ficou acordada mesmo. Nem preciso dizer que a outra metade foi bem cansativa. Não sei se por causa da maratona antes, ou pela viagem apertadinha em si, ou os dois. Sorte que na cadeira de trás tinha uma menininha muito simpática, louca para brincar com a Lara, e assim foram brincando por um tempo.
No pouso ela chorou. Nem desesperei, afinal, aquela pressão no ouvido na hora da descida é mesmo tensa. Dá-lhe bico. Mas, claro, a pressão foi só mais um agravante para o choro.

Chegamos no aeroporto de Ilhéus, e eu não via a hora de chegar no hotel... e desmaiar dar um cochilo!

A tal da paisagem!

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